RAZÕES PARA VIVER COMO IDOSO
      │     8 de abril de 2012   │     21:57  │  0

Envelhecer não é morrer aos poucos como tanta gente pensa. É viver cada dia mais. Os geriatras e gerontólogos estão aí, em clinicas e laboratórios, para ajudar os oitentões a se manterem firmes e bem dispostos e apaixonados pela vida. Quem diz: “Não espero mais nada da vida”, é certo que não recebe mais nada da vida. Não há pílula, remédio ou poção, que possa dar vida aquele que se recusa a viver.

Conservar a vitalidade, eis o segredo. E este reside no amor à vida. De André Maurois é a frase: “O mal da velhice não é o enfraquecimento do corpo, mas a indiferença da alma”. Um aforismo médico diz: “O homem tem a idade de suas artérias”. Pois bem, eu acrescentaria mais: e de sua mente. As artérias podem estar lindas, perfeitas em homens até jovens, porém não servirão muito se ele possuir um espírito derrubado, negativo.

Aqui em Maceió existe um grupo até grande de pessoas a quem dedico muita estima, e que já passaram dos oitenta anos e vivem intensamente a vida, usando maravilhosamente suas mentes, seus corpos, seus sorrisos e o entusiasmo de quem tem cinquenta anos. Luizinha Canuto é uma delas. Comanda um verdadeiro pelotão de senhoras oitentonas e que fazem da vida uma eterna canção.

Neste inicio de século os idosos atingirão a considerável cifra mundial de 800 milhões, concentrados em grande parte nos países industrializados.

Ser eternamente jovem – eis o desejo universal. Embora todos saibam da inevitabilidade da velhice e da certeza da morte, sempre se sonhou, se sonha e se sonhará com uma solução que leve o homem e a mulher à eterna juventude.

É certo que sempre se lastimou a velhice e a fugacidade da vida. Sempre se procurou a qualquer custo tornar a mocidade perene.  Antigamente os velhos eram pouco numerosos, pois nada favorecia a longa vida. Hoje tudo favorece.

O grande escritor Bernard Shaw há muito tempo já dizia: “A juventude é coisa maravilhosa! Que pena deixá-la esvaziar pelos jovens”. Charles Chaplin, um dos maiores artistas que o mundo já conheceu, ocupava todo o seu tempo com danças, compondo, conversando, lendo e amando, e dizia aos que lhe interrogavam sobre sua jovialidade: “Meu amigo, dedico todo o meu tempo com esse objetivo”. E aos 80 anos compôs a belíssima música “Sorria”, que continua sendo um sucesso mundial. Que meus amigos idosos cheguem ao centenário, são os meus votos.

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